O porquê do outdoor de X-Men estar errado

Situando: rolou uma treta sinistra nos EUA quando este outdoor de X-Men foi colocado nas ruas. Rolou altos bafafá na internet protestando contra. E rolou, claro, muita gente na minha timeline dizendo que isso era "mimimi"... e eita coisinha que me deixa nervosa é chamar protesto feminista de "mimimi".

Acima: outdoor mostra Apocalypse enforcando Mística e a frase "só os fortes sobreviverão". Abaixo dele, comparações com outros posteres de super-heróis do cinema.

Vamos lá então, por partes, pois o assunto é delicado e longo. Vou tentar usar frases que ouvi pela "defesa" da peça pra exemplificar.

"É só um filme! Ela é protagonista e ele é o vilão"
Primeiro: você está analisando pelo contexto do filme, como um adulto que conhece do que se trata, certo? O erro aqui é que não se trata do contexto do filme, visto que é um outdoor, uma mídia externa exposta a todo e qualquer público sem restrições de acesso. Como Publicitária e Diretora de Arte graduada, eu analiso mais tecnicamente e por isso talvez seja mais fácil pra mim entender e (tentar)  explicar o que vemos aqui.
O fato é que a publicidade influencia as pessoas através da persuasão, instrução e reafirmação, resumidamente. Há centenas de anos a publicidade modifica o comportamento humano em geral, é pra isso que ela existe. A publicidade faz uso, inclusive, de estudos psicológicos pra poder, digamos, plantar uma ideia no seu cérebro sem você perceber. Uma coisa meio Inception. Uma publicidade ruim pode com certeza te convencer a não comprar um produto, certo? Você acha que uma publicidade bem feita não te convenceria do contrário? É para isso que a gente estuda e trabalha, não é só jogar uma imagem ali com uma frase do Google e pá! Tá pronto! (Tá, as vezes é, mas não é pra ser). Cada pedacinho de uma peça como esse outdoor, desde as cores, cenário, linguagem corporal, a frase usada, tudo é pensado em conjunto pra transmitir uma mensagem... que aqui no caso, é bem errada. Vamos analisar juntos?
Então levando em conta que a publicidade é influenciadora de todas as formas possíveis, não existe contexto para usar essa imagem com essa frase - "só os fortes sobreviverão" atrelado a um personagem masculino enforcando um personagem feminino num outdoor. Faço aqui uso da frase da atriz Rose McGowan: "Existe um problema maior quando os homens e mulheres da Fox acham que violência contra a mulher é a melhor forma de divulgar um filme. Não há um contexto, apenas uma mulher sendo enforcada".

"A Mística é um personagem hermafrodita, nem é mulher"
Na verdade ela é um personagem transmorfo, porém mulher. Tanto que (me corrijam se eu estiver errada) ela teve dois filhos na história de X-Men. Inclusive, o amor da vida dela é uma mulher, ou seja, além de mulher ela pode ser considerada bissexual (só um PS mesmo haha).

"Mas ninguém reclamou quando apareceu no trailer"
Por que nele existe um contexto, que é exatamente esse: o filme, a história, o meio. Já o contexto (junto com o meio) dentro da publicidade faz 90% da diferença pra mensagem que você quer passar. De novo: "só os fortes sobreviverão" atrelado a um personagem masculino enforcando um personagem feminino. Observe na própria imagem desse post, a montagem compara o outdoor de X-Men com outros pôsteres de filmes de super-heróis, em que homens se enfrentam em condições iguais. IGUAIS. Não tem ninguém enforcando ninguém, muito menos um gênero oprimido sendo enforcado fora de contexto, não é? Imagina por exemplo se fosse um homem negro sendo estrangulado por um homem branco, ou um gay sendo estrangulado por um hétero - te parece errado sem pensar no contexto de um filme sobre isso?

Lembrando mais uma vez: CONTEXTO.
OUTDOOR >>>>>>>>>>>>>>> CINEMA (um abismo entre um e outro em questão de mídia, são coisas totalmente diferentes).

"Ele ta mostrando que é mais forte, oprimindo as mulheres, mas quem ganha a porra da luta no final? Sem contar que na historia do filme ali ela tinha acabado de tentar decaptar o cara!!! Foi legitima defesa SIMMMM! Se é pra falar de realidade, entao vamos ser justos! Pqp e cada um que me apareçe.... Só no brasil essa palhaçada cara."
Legal, agora me diz onde estão todas essas informações no outdoor para quem não assistiu o filme ou não tem conhecimento do mesmo? O problema não é a cena, e sim a cena fora de contexto. Ah sim, vale lembrar que essa "palhaçada" nem foi no Brasil, tá? Foi nos EUA.

"Daqui a pouco o vilão não vai mais poder nem pisar na grama"Não se trata "apenas" de violência contra a mulher retratada no cinema. Isso sempre houve e sempre vai haver, dentro do contexto de ficção (nem vou entrar no mérito do machismo nos roteiros de Hollywood por que são outros 500). Se trata de publicidade perpetuando e transmitindo machismo em pequenos detalhes que você, adulto e conhecedor do contexto original do filme, não percebe, mas que uma criança por exemplo poderá levar inconscientemente na construção do que ela acha normal. "Se um cara pode machucar uma mulher num outdoor, por que eu não posso fazer o mesmo na escolinha com meus amiguinhos?" (forma simplista pra exemplificar). Ao mesmo tempo reafirma aos adultos uma violência que já enfrentamos no dia-a-dia (nós = mulheres).

"Não vejo esse e outros cartazes como uma placa estrangule mulheres na rua" 
VOCÊ não vê. Mas a partir do momento que um oprimido se sente ofendido com isso (mulher, negro, homossexual), não é você que tem que dizer se está certo ou errado. Você não diz pra um negro que o que ele chama de racismo não é racismo por que você não acha que seja, né? Então por que diz pra uma mulher que é mimimi se ela se sente ofendida com a representação de uma violência que ela sofre na sociedade?

"Escutar Bob Marley não te faz maconheiro e Assistir UFC não te faz um sanguinário." 
Olha, depende... da idade, do tempo de exposição, do contexto, da vulnerabilidade, etc. Muitos fatores. Vou usar aqui o exemplo dos jogos de videogame violentos: cientistas mapearam o cérebro humano exposto a jogos violentos durante algumas semanas e constataram que a área responsável pelo sentimento depressivo ficou mais acentuada em pessoas mais novas. Ou seja, é óbvio que expor crianças a jogos violentos, assim como expô-las a qualquer outro tipo de mídia com imagens violentas (voltamos aqui ao outdoor fora de contexto de X Men) é desaconselhável. Não é à toa a existência das classificações de faixa etária pra filmes, novelas, séries etc. vigentes no Brasil e boa parte do mundo. Não que elas estejam muito corretas também, mas não vamos fugir do assunto...

"A  formação, a educação e os exemplos do mundo real dizem muito mais que um filme"
Um outdoor com imagem violenta está no contexto de mundo real para uma criança. Assim como a violência contra a mulher está no contexto de mundo real para homens que vivem nessa sociedade machista onde é comum tratar mulheres com inferioridade (vide nossa cultura de forma geral - música, cinema, livros, etc)

"So acho melhor voces ficarem quietas porque voces fazem muito drama por causa de um outdoor .. vão todos pro caralho" (comentário real que peguei de uma postagem sobre o assunto)
Se educação resolve na formação da nova geração? Resolve. Temos muita fé nela. Mas enquanto isso, o que fazemos pela nossa geração? Essa que não aceita que machismo é errado e está intrínseco até mesmo nas pequenas coisas, como um "simples outdoor"? Essa que acha melhor ficarmos quietas, que é muito drama? Essa que quando uma mulher é violentada por 33 homens, fica vasculhando a vida da vítima pra culpá-la ao invés de enxergar os verdadeiros culpados? A gente tá tão acostumado a "engolir" como certo o que vivemos que fica difícil analisar por fora e entender que não tá certo, que precisamos mudar nos mínimos detalhes. Exercício de empatia e, claro, respeito.

"mimimi" e "o mundo anda mesmo muito chato"
Você comenta esse tipo de coisa por que é mais fácil do que fazer uma análise do texto e entender do que se trata realmente. Empatia mandou lembranças.

Um comentário ilustrado que representa o tipo de coisa que nós mulheres temos que lidar ainda, por conta desse tipo de ~treta~

ó o tanto de curtidas...

Antes de finalizar, queria citar um comentário que recebi como resposta, onde o cara cita que se toda propaganda que ofender for tirada do ar, deveriam ter tirado a propaganda do Boticário de Dia dos Namorados do ano passado, já que muita gente achou ofensiva. Pra quem não lembra, era essa propaganda que fala sobre todas as formas de amor. e mostrava diversos casais, héteros e homos. Precisei de uns minutos pra me recuperar e responder que preconceito não é opinião, é só preconceito mesmo, e que a única coisa que o exemplo dele tinha a ver com o outdoor de X Men é que um fala sobre HOMOFOBIA e o outro fala sobre MACHISMO, e as duas coisas MATAM.
Agora já virou textão e eu trouxe do Facebook pro blog pra deixar bem registrado. Não sei se me fiz bem clara sobre o assunto, mas sempre podemos tomar um café e discutir horas sobre isso e outras coisas. Debater sempre amplia nossa visão, porém nunca esquecendo que preconceito disfarçado de opinião não conta. ;)

Cidadania Italiana - parte III - fim da etapa Brasil

Depois de alguns meses de buscas e loucuras, chego praticamente ao fim da etapa Brasil na minnha saga de cidadania italiana. Vocês podem ler a primeira parte aqui e a segunda aqui.

De junho pra cá as coisas melhoraram bastante! Bom, pra mim de certa forma é mais fácil pois meu antenato é meu bisavô, nascido na Itália e imigrado para o Brasil com apenas 2 anos de idade. Depois que recebi o documento do navio onde a família chegou, descobri que foram destinados a morar em Silveira Martins/RS, região do Vale Vêneto. Fiz então minhas buscas nestas regiões, já ciente que grande parte da família residiu (e ainda reside) na cidade de Santa Maria/RS. Bom, isso tudo foi um caso. Já explico o por quê...

A curiosidade matou o gato


A curiosidade matou o gato.
Porém, também fez com que o gato experimentasse os pratos mais exóticos de restaurantes que nunca se repetiam. Fez com que o gato estudasse os assuntos mais dissonantes, forjando um enorme balaio de assuntos aleatórios, conhecimentos gerais e cultura inútil. Fez o gato buscar sempre caminhos diferentes e rotas alternativas. Experimentar atividades diferentes. Fez com que o gato mudasse várias vezes de carreira, e não apenas de emprego, ao longo de toda s sua vida. Fez com que o gato duvidasse de todas as verdades absolutas sobre autoridade, religião, instituições e sobre substâncias expansoras de consciência. Fez, no final das contas, com que o gato inundasse todos os seus sentidos com estímulos diferentes, vivendo muitas coisas pela primeira vez, ampliando a sua percepção do tempo, focando sempre no aqui e agora.

A curiosidade pode até ter matado o gato.
Mas antes, fez com o gato sentir o que é realmente estar vivo.


Cidadania Italiana - Update

No meu primeiro post dessa série (você pode ler aqui), expliquei o que é, quem tem direito e como começar a juntar os documentos para ter a cidadania italiana. Hoje publico um update de como anda a situação, três meses depois.

No final de abril, após descobrir nome, data e arquivo do navio onde meu bisavô veio da Itália, fiz o pedido da certidão de desembarque para o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. A mesma é gratuita, bastando informar os dados de desembarque, ou seja, o nome da embarcação, mês e ano de chegada (ou mesmo, apenas a data de chegada), para que possam localizar o estrangeiro nos documentos e expedir a certidão. A parte chata é que demora de 40 a 60 dias para te enviarem isso... E sortuda que sou, no meu caso levou mais de 100 dias ¬¬' A outra parte boa é que você não precisa dessa certidão pra encaminhar cidadania. Só pedi por que ela pode conter dados importantes como data e cidade de nascimento do seu antenato (parente imigrante), mas como chegou tarde demais, eu já sabia de tudo.


Cidadania Italiana - Primeiros passos

Sou de família italiana por parte de pai e alemã por parte de mãe. Sempre fui uma curiosa, e a vontade de descobrir tudo sobre minhas origens tomou conta de mim. Mas só há poucos meses eu decidi correr atrás dos fatos de vez.

O primeiro passo é saber se você realmente tem direito à cidadania italiana. Entra aqui e descobre.

Para minha felicidade, se sua descendência italiana vem por parte de pai, é tudo mais fácil. E foi por aí que eu comecei: perguntando pro meu pai sobre tudo que era possível perguntar, pesquisando meu sobrenome no Google, falando com pessoas.

Bom, o caminho até a cidadania italiana é bem longo. Mas como pretendo percorrê-lo, vou começar a registrar aqui todos os passos, para quem sabe ajudar quem mais tenha essa vontade também. Afinal, foram mais de 100 mil imigrantes italianos chegados no Brasil... 


Por onde começar?

Comece por se munir de muita PACIÊNCIA e DETERMINAÇÃO. Logo após, tenha em mente que o ponto de partida das pesquisas deve estar centrado, concomitantemente, (1) EM VOCÊ, (2) EM SUA PRÓPRIA FAMÍLIA e (3) NA CIDADE ONDE O ANCESTRAL IMIGRANTE PRIMEIRO RESIDIU.

No meu caso, comecei pelo meu sobrenome italiano, que é Brondani. Um sobrenome bem comum aqui no sul. Então fui pesquisando na internet...  Descobri até blogs com fotos antigas da família Brondani, desde os que viviam na Itália. Lindo de se ver, mas eu precisava achar a minha ligação com toda essa gente. 


(1) COMEÇANDO POR VOCÊ - Lembre-se de que em sua certidão de nascimento estão mencionados os nomes de seus quatro avós, caso você não os saiba. Na de seus pais, também vêm indicados os avós deles. Por óbvio, tendo à mão a certidão de nascimento de seu pai, por exemplo, saberá de imediato o nome de seus bisavós. E se conseguir a certidão de nascimento de seu avô paterno, nascido no Brasil, terá o nome dos avós dele, seus trisavós. Somente com esses documentos você já terá uma árvore genealógica considerável (cinco gerações contando você).
Foi o que eu fiz: fui direto revirar documentos do meu avô (já falecido) para encontrar o nome dos bisa e trisavós, meus antenatos (parentes que vieram da Itália).


(2) SUA FAMÍLIA - Procure conversar com os parentes mais velhos e anote tudo que puder sobre a história da família. Não menospreze nenhuma informação ou reminiscência; tome todo e qualquer dado como provável indício, que somado a outros poderá montar o quebra-cabeça da origem.


Com os nomes dos bisa e trisavós, recomecei as buscas na internet por matches de famílias. Afinal, sem datas e documentos deles, a busca seria um pouco longa.

Existem sites de árvores genealógicas muito utéis para isso. Eu usei o MyHeritage, o Familiaridade, o Genoom, e alguns nomes eu digitei diretamente no Google (ajuda muito também).
Na época do Orkut, existia uma comunidade da nossa família e íamos assim montando nossa árvore genealógica e descobrindo parentes em tópicos e comentários. E foi caindo lá novamente que descobri um parente distante com uma vasta pesquisa da nossa família. Fiz contato com ele, e depois de alguns emails, ele encontrou meus antenatos na pesquisa dele e me mandou um documento com a nossa árvore, com datas e com o nome do navio onde eles vieram. Exatamente TUDO que eu precisava! :D
Pedro Antônio (Pier Antônio) Brondani e Grazia Londero - meus trisavós.
Um detalhe que observei: o nome dos meus trisavós na certidão do meu avô constam como PEDRO e ENGRACIA. Porém, quando recebi a árvore genealógica, percebi que nossos antenatos muitas vezes mudavam de nome quando chegavam ao Brasil. Digamos que eles "abrasileiravam" os nomes... Pietro virava Pedro, Luigia virava Luíza, Giuseppe virava José, meu trisa Pier virou Pedro e minha trisa Grazia virou Engracia. Meu bisa Pietro virou Pedro também. Ou seja, tudo complica um pouco mais né?

Mas o importante é que eu tinha o possível nome real deles, a data de chegada no porto do Rio de Janeiro (onde a maioria das famílias destinada ao RS chegava) e o nome do navio. O que se faz com isso? Você procura nos documentos do Arquivo Nacional a lista de passageiros do navio e localiza seus antenatos lá. Mas prepare-se: era escrito à mão e pior que letra de médico.

(3) NA CIDADE ONDE O ANCESTRAL IMIGRANTE PRIMEIRO RESIDIU
Eu já tinha descoberto isso nas pesquisas no Google. Alguns sites falavam sobre a origem da família em Udine, na Itália, bem como muitas das árvores genealógicas que encontrei pelo caminho. Confirmei isso com a pesquisa do meu parente e o nome do navio, que era proveniente daquela região. Mas pode ser um pouco mais complicado que isso... O negócio é não desistir de pesquisar!

Esse site aqui foi meu grande salvador: Imigrantes Italianos tem um passo a passo muito bem explicado, que inclusive reproduzi em partes acima.

Já sei o nome do antenato e o ano de chegada, e agora?


O Arquivo Nacional do Rio de Janeiro tem um enorme arquivo com a lista de passageiros de milhares de navios chegados aqui. Foi lá que encontrei o que estava procurando: o vapor Kronprinz Fried. Wilhelm onde meu bisavô, ainda criança e acompanhado dos pais e irmãos, chegou em 10 de dezembro de 1879. Acessando a lista de passageiros, vi seus nomes lá escritos <3 Muito amor.

OBS: A pesquisa é um pouco confusa. No site, você clica na lupa do lado do nome do navio, na janela seguinte (desabilite o bloqueio de pop-ups), clique no canto superior direito em ARQUIVO DIGITAL, e na nova janela clique novamente na lupa ao lado do nome do navio. Pronto, assim você acessa o arquivo digitalizado da lista de passageiros. Analise com calma por que a letra da galera naquele tempo era terrível. Levei 25 páginas e umas 2 horas até encontrar meus antenatos. Note também que o sobrenome vem antes do nome, e normalmente estão listados com a família toda junta.

O arquivo da lista de passageiros. Em vermelho, meus trisavós e seus filhos.

Caso você seja da minha família, o arquivo do navio é este aqui. Eles estão nas últimas páginas. ;)

E agora?


Agora, sabendo nome, data e local de nascimento do meu antenato, começo a solicitar os documentos necessários para a cidadania. Comecei solicitando ao Arquivo Nacional a certidão de desembarque dele no Brasil. Após isso, sabendo de que comune (cidade) na Itália ele veio, escreverei para todas igrejas do local solicitando o registro de nascimento e batismo - o que não deve ser difícil de conseguir, visto que a comune só possui duas possibilidades. Com isso encaminhado, precisarei da certidão de casamento e de óbito dele, provavelmente localizadas em Santa Maria/RS. (os documentos solicitados são as certidões de nascimento, casamento e óbito desde o seu antepassado italiano até você).
Depois dos documentos do bisavô encaminhados, é a vez do avô e do pai. Destes, já possuo certidões de nascimento e óbito. O próximo passo é organizar estes documentos traduzi-los para o italiano, por um tradutor juramentado ou mesmo em um patronato italiano, registrar firma e me preparar para viajar para a Itália!


Vou contando mais pra vocês assim que tiver novidades... ;)

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